Em um certo momento as rodas do jipe param de fazer atrito com o chão - e o chão em si na realidade não é mais chão.
Virou céu, virou espaço.
A linha do horizonte parece se espelhar em um vácuo infinito.
Todos os espaços por maiores que sejam, sempre possuem barreiras, bordas, fronteiras e demarcações.
Mas esse não. Ele só se abria por uma eternidade (redundantemente sem fim)
Dois corpos nus se rendem e se abraçam nesse infinito. Os corpos tem uma cumplicidade que nunca vi na vida, como se um pudesse engolir o outro - um corpo antropófago - completando-se em uma pessoa só
