
Vamos a um restaurante como prache.
Eu escolho aonde sentar. Você como sempre, concorda com a cabeça.
Te empresto um livro, te indico uma música. Você lê mas não vê, ouve porém não escuta.
Tento te moldar, te esculpir no formato da minha utopia humana. Obviamente não consigo (você é sólido demais para essas coisas).
Tento reunir cada detalhezinho nosso. Coloco em um liquidificador .
Quem sabe um dia eu reviro tudo para tentar entender em que ponto de toda a nossa cumplicidade, nos tornamos dois completos estranhos.