sobre contradições e metrópoles



Sou turista. Me sinto abominavelmente turista. é um estado constante eu acho.

As vezes eu queria me misturar a essa cidade e as suas nuânces e apenas.. desaparecer.

O que eu gosto sobre ser um turista é essa eterna sensação de sempre estar lançando um primeiro olhar para tudo o que me cerca. Quero analisar os mínimos detalhes, todos os cheiros, cores e rostos. Criar um mundo novo.

Mas o principal é o fato de ser um desconhecido, e passar pelos lugares sem deixar rastros. é isso o que eu quero. Apenas, passar.. por uma fração de segundo e sumir.

"As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, Senão o que somos" - Mas eu não sou, eu estou e acho que pelo fato de não ser eu acabo sempre fazendo isso, me camuflando em terra estranha.Esperando assim encontrar algo, algum coisa que foi perdida pelo caminho (não sei aonde nem como).

é um vazio, a porcaria do vazio que eu tento preencher com multidões desconhecias. São Paulo, Singapura, Nova York.. qual o próximo destino? Esperando alguma epifania, alguma revolução pessoa que nunca vem. E enquanto não vem eu só quero me tornar invisível na cidade que nunca dorme.

Mas calma lá.. essa não é Nova York?

Acho que esse é um fato certo sobre as grandes metrópoles - agente se sente uma merda em todas elas.