



O que todos estes estranhos tem em comum?
Não são os olhos, não é a idade e definitivamente não são os cabelos. Não foram fotografados no mesmo local e nem nos mesmos dias. Estão espaçados, na caixa de negativos lá de cima do armário junto com muitos outros desconhecidos.
O que me leva a querer fotografar tais pessoas, e não outras? Foi a questão proposta esta semana e que provavelmente trás muito mais subjetividade do que parece. Afinal, porque é tão difícil responder a pergunta? Oras, eu fotografei porque quis. Passaram por mim na rua e a câmera estava a postos. Isso, simples assim.
Porque estes e não outros? Porque esta necessidade louca de se querer gravar o rosto de determinado desconhecido e engaveta-lo para a posteridade? O que eles querem dizer, quando lançam seus olhares para as lentes? O que eu quero dizer, quando por este micro segundo, estamos nos encarando?
Um retrato é na verdade um auto-retrato . o que eleva todas as perguntas para um grau de complexidade muito maior. Complexidade no momento impossível de compreender.
Continuaremos pensando.