
a subjetividade da infância as vezes me irrita.
absolutamente tudo, todos os anos, todas as pessoas, fatos, dias e diálogos são condensados em uma massa de sensações, dessas que as vezes fazem os pelinhos dos braços subirem - sem ao menos se saber o porque. Deja Vús. Aparecem com um estalo, duram um segundo, provocam estranheza por não se conseguir retornar até o âmago do momento esquecido e pronto, desaparecem.
uma foto atual de uma árvore amarela aleatória em um dia azul trouxe consigo o arrepio atrás do pescoço, e junto com ele um cheiro e uma conversa.
- posso escolher qualquer uma delas?
- sim, qualquer uma
- a amarela então. porque amarelo é mais bonito.